21 de maio de 2020 - 08:58

TJMG nega habeas corpus para investigada na Operação Mercúrio

A operação investigou uma organização criminosa especializada em roubo de cargas, lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes.
Por Danilo Caixeta e Flávio Max • Atualizado há 2 semanas

Reprodução

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou um pedido de habeas corpus de uma das investigadas pela Operação Mercúrio, realizada pelo Gaeco de Uberlândia em agosto do ano passado.

A operação investigou uma organização criminosa especializada em roubo de cargas, lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes. Na época, empresários e advogados foram presos. Buscas foram feitas em condomínios de luxo em Uberlândia, lojas, e em uma concessionária de veículos importados. A operação aconteceu em nove estados brasileiros.

Esse novo pedido foi feito por Eliete Fernandes Sales que está presa desde 29 de agosto. Ela é esposa de um dos líderes da organização e segundo o Ministério Público, atuava nas empresas comandadas pelo companheiro. Essas empresas eram usadas para comprar e vender produtos roubados. A filha mais velha do casal chegou a ser presa no dia da operação mas saiu logo depois. O homem, que é apontado pelo promotoria como um dos maiores receptadores de cargas roubados no estado de Goiás, também continua preso.

Na decisão os três desembargadores entenderam que não existe antecipação de pena com a prisão preventiva de Eliete nem constrangimento ilegal uma vez que a decisão foi tomada pelo juiz de Uberlândia com base em uma série de provas apresentadas pelo Gaeco. A relatora, Paula Cunha Silva, disse ainda que pela natureza do crime e os altos valores movimentados pela quadrilha, que passam de R$ 1 milhão, reforçam a necessidade de manter a prisão até que a sentença seja dada pela justiça.

Outra argumentação da defesa de Eliete é que ela possui uma filha de 15 anos que está desamparada pois mãe e pai estão presos. Mas o tribunal entendeu que a menina por ser maior de 12 anos já não necessitaria mais da proteção dos pais e outros responsáveis poderiam cuidar dela. Indicaram a irmã mais velha que foi solta por ordem de outro habeas corpus.

Essa decisão de agora, envolve apenas o processo de Eliete, mas derruba uma liminar dada pelo TJMG em outubro do ano passado. Na época, 15 presos da Operação Mercúrio foram libertados. O Ministério Público disse que vai analisar cada caso.

A defesa de Eliete disse que vai aguardar a notificação da Justiça.

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