Kiss planeja novo show com avatares virtuais para 2028
Banda desenvolve projeto após testar tecnologia na despedida dos palcos em 2023

Foto: Captura de tela YouTube
O Kiss pretende realizar um novo show com avatares virtuais em 2028, em Las Vegas. A ideia surge após a experiência apresentada em 2023, durante o encerramento da turnê “End of the Road”, que marcou a despedida da banda dos grandes palcos.
O novo espetáculo, intitulado “Kiss, Kiss Forever”, ainda não teve detalhes divulgados, como datas ou formato completo. Mesmo assim, os integrantes Gene Simmons e Paul Stanley já trabalham no desenvolvimento ao lado da empresa Pophouse.
Segundo os músicos, o projeto amplia o conceito apresentado anteriormente. A apresentação de 2023 funcionou como base para novos ajustes.
Agora, a proposta inclui uso ampliado de recursos tecnológicos, como efeitos visuais, pirotecnia e telas de LED integradas à experiência do público.
Paul Stanley comentou o conceito do espetáculo. “O show vai ser espetacular, mas só será tão bom quanto aquilo que você coloca nele, porque os personagens estão lá e interagem com você”.
Na sequência, ele destacou a proposta do formato. “É muito diferente de tudo o que já foi visto. Seremos seus guias de viagem pelos mundos do Kiss, em vez de ficarmos limitados ao palco.”
Referência vem de projeto com o ABBA
A empresa Pophouse também desenvolveu o “ABBA Voyage”, que levou versões digitais dos integrantes do grupo sueco aos palcos.
Gene Simmons e Paul Stanley acompanharam o projeto e destacaram a semelhança entre os avatares e os músicos originais, apontando a tecnologia como caminho para novas experiências ao vivo.
Banda descarta residência na Sphere
Além disso, Paul Stanley comentou a possibilidade de shows na Sphere, arena localizada em Las Vegas conhecida pelo uso de tecnologia visual.
O músico explicou por que o grupo não prioriza esse formato. “As pessoas diziam: ‘Por que vocês não tocam na Sphere?’. E a verdade é que a Sphere, pelo menos para mim, minimiza uma banda, a transforma em uma miniatura.”
Em seguida, completou: “Você não vai lá para ver uma banda, você vai lá para ver telas. Queríamos incorporar a tecnologia mais avançada, mas queríamos ser o centro de tudo. É uma experiência muito diferente de ir ver um selo postal com uma banda estampada enquanto você assiste a telas. É a antítese disso. É o oposto completo.”