26 de agosto de 2026 - 08:49

Dolly Parton inspirou nome da ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado; entenda

Artista country morreu nesta terça-feira (25)
Por Camila Pimentel - Educadora FM 90.9 • Atualizado há 18 horas

Foto: Reprodução

A cantora Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, nos Estados Unidos. A informação foi anunciada pelo sobrinho Bryan Seaver, que publicou um vídeo nas redes sociais da artista. A equipe de Parton posteriormente informou que ela enfrentava uma breve batalha contra o câncer.

Seaver, que trabalhou por mais de duas décadas como chefe de segurança da cantora, comunicou a morte em nome das famílias Parton e Owens. Segundo ele, a própria Dolly havia pedido anos atrás que ele fizesse o anúncio quando chegasse o momento.

“Ele cultivava a terra, ela cultivava canções e felicidade. Dolly me ligou e disse que queria descansar em uma linda cama de algodão macio porque, depois de uma vida usando pesados strass, ela finalmente merecia conforto e um pouco de descanso. Descanse em paz, Tia Dolly, Tia Vovó, Gigi”.

Além da trajetória na música, no cinema e em projetos sociais, Dolly Parton acabou ligada a um episódio da história da ciência.

Em 1996, pesquisadores do Instituto Roslin, na Escócia, anunciaram o nascimento da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta. Os cientistas escolheram o nome em referência à cantora, já que utilizaram células das glândulas mamárias no processo de clonagem.

Em entrevista ao The Guardian, em 2024, Parton contou que recebeu a homenagem com bom humor:

“Fiquei lisonjeada. Sabe, quando os cientistas clonaram a ovelha Dolly, eles usaram as glândulas mamárias. É assim que eles as chamam… glândulas… os seios. Eles disseram: ‘Ah, nós temos essa ovelha, Dolly…’ Todo mundo sempre fazia alarde disso [aponta para o peito], então foi por isso que tínhamos a ovelha Dolly”.

O que aconteceu com a ovelha Dolly?

A ovelha viveu seis anos e teve seis cordeiros. Depois, desenvolveu problemas de saúde e os veterinários decidiram pela eutanásia em 14 de fevereiro de 2003, considerando o bem-estar do animal.

Após sua morte, o corpo taxidermizado de Dolly passou a integrar o acervo do Museu Nacional da Escócia, em Edimburgo.

O nascimento do animal chamou atenção mundial porque demonstrou que uma célula adulta poderia gerar um organismo geneticamente idêntico ao doador.

A própria cantora também comentou sobre a morte da ovelha: “Senti muita tristeza quando ela morreu. Embora eu não queira ser clonada. Quero sair daqui assim que puder. Já temos muitas sósias da Dolly, muitas drag queens que se fazem passar pela Dolly. Posso simplesmente mandá-las para a loja em vez de mim”.

Uma carreira que atravessou décadas

Dolly Parton construiu uma carreira de mais de seis décadas, com trabalhos na música, no cinema e na televisão. Entre suas canções mais conhecidas estão “Jolene”, “I Will Always Love You”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”. Ela também atuou em filmes como Como Eliminar Seu Chefe, Flores de Aço e A Melhor Casa Suspeita do Texas.

Além da carreira artística, Parton desenvolveu projetos voltados à educação infantil. A Imagination Library, criada por ela em 1995, distribui livros gratuitamente para crianças. O projeto alcançou outros países ao longo dos anos.

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