Morre Netinho, cantor de “Milla”, aos 60 anos, em Salvador
Cantor enfrentava um linfoma não Hodgkin

Foto: Divulgação
O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. Conhecido por sua trajetória no axé music, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
A assessoria de imprensa confirmou a morte nas redes sociais e publicou uma homenagem ao músico, destacando sua contribuição para a música brasileira e sua relação com os fãs.
“Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível”, afirma trecho do comunicado.
A equipe também ressaltou a conexão do cantor com o público ao longo da carreira: “Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo”.
Segundo a assessoria, o artista partiu tranquilo, como costumava expressar nos últimos meses de tratamento. Em uma declaração compartilhada pela equipe, ele falou sobre a própria trajetória e a relação com os admiradores.
“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte”.
A equipe informou ainda que o cantor desejava uma despedida reservada. Por isso, o velório e a cremação ocorrerão em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
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Relembre a trajetória de Netinho
Natural de Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, Netinho se mudou para Salvador aos 10 anos. Na capital baiana, teve contato com a música e começou a construir sua trajetória artística.
Em 1988, estreou como vocalista da Banda Beijo, durante o Carnaval de Salvador. O grupo ganhou projeção nacional com “Beijo na Boca”, que ajudou a apresentar o cantor a públicos de diferentes regiões do país.
Na sequência, Netinho emplacou outras músicas, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”, ampliando sua presença no cenário do axé music.
Em 1993, Netinho iniciou a carreira solo. Três anos depois, em 1996, lançou “Milla”, música que se tornou um dos principais sucessos de sua trajetória e um dos títulos associados ao axé music.
A canção atravessou gerações e passou a integrar o repertório de festas, shows e carnavais pelo Brasil. Ao longo da carreira, o artista manteve sua ligação com o gênero que ganhou projeção nacional a partir da Bahia.
Entre 1997 e 2003, Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade. Os dois tiveram uma filha, Bruna Trindade.