09 de outubro de 2026 - 16:03

John Lennon completaria 86 anos: relembre a trajetória do músico

Cantor britânico marcou a história do rock com suas composições e o ativismo em defesa da paz
Por Camila Pimentel - Educadora FM 90.9 • Atualizado há 5 horas

Foto: Reprodução

John Lennon completaria 86 anos nesta sexta-feira (9). Nascido em Liverpool, na Inglaterra, o músico conquistou reconhecimento mundial como integrante dos Beatles e também construiu uma carreira solo marcada por canções que abordam amor, política e paz.

A trajetória do artista terminou em 1980, quando Mark Chapman o assassinou aos 40 anos, em Nova York, nos Estados Unidos. Décadas depois, Lennon segue como uma referência na história da música. Relembre os principais momentos de sua carreira.

A história musical de John Lennon começou aos 16 anos, quando ele criou a banda The Quarrymen com colegas da escola Quarry Bank High School, em Liverpool. O grupo se apresentava em festas, bailes escolares, cinemas e competições amadoras.

Em julho de 1957, Paul McCartney entrou para a banda, dando início a uma parceria que marcaria a música popular. No ano seguinte, George Harrison também se juntou ao grupo por indicação de McCartney. Lennon, porém, inicialmente resistiu à entrada do guitarrista, que tinha apenas 14 anos.

Com as mudanças na formação, os músicos adotaram o nome The Beatles em 1960. Naquele ano, o grupo contratou o baterista Pete Best, que posteriormente deu lugar a Ringo Starr. Assim, a formação que conquistaria o mundo começou a tomar forma.

A parceria entre John Lennon e Paul McCartney

Lennon e McCartney começaram a compor músicas próprias ainda nos primeiros anos da banda. Desde o início, os dois combinaram assinar as composições conjuntas como “Lennon-McCartney”, independentemente de quem tivesse contribuído mais para cada canção.

A parceria rendeu músicas que atravessaram gerações, como “I Want to Hold Your Hand”, “Yesterday”, “Let It Be”, “Help!” e “All You Need Is Love”.

Além de ampliar o repertório dos Beatles, a colaboração ajudou a estabelecer a dupla entre os compositores mais conhecidos da história do rock.

Beatlemania transforma a banda em fenômeno mundial

Depois de assinar contrato com a gravadora Parlophone, os Beatles ganharam espaço nas paradas e conquistaram uma legião de fãs. A imprensa britânica passou a chamar a mobilização em torno do quarteto de “Beatlemania”.

Nos shows, nas gravações para a televisão e em eventos públicos, John, Paul, George e Ringo eram recebidos por multidões de fãs que gritavam e demonstravam emoção.

A influência do grupo também ultrapassou a música. O corte de cabelo conhecido como mop-top inspirou jovens, enquanto roupas, brinquedos, revistas e outros produtos ampliaram a presença dos Beatles na cultura popular.

Diante da reação do público, os músicos também precisavam de esquemas de segurança para evitar aproximações que pudessem colocar sua integridade física em risco.

Ativismo político e defesa da paz

Com o crescimento da carreira, John Lennon passou a usar sua visibilidade para discutir questões políticas e sociais. O cantor se posicionou contra a Guerra do Vietnã, apoiou movimentos de contracultura e participou de manifestações em defesa da paz.

Seu relacionamento e casamento com a artista Yoko Ono também marcaram uma nova fase de sua vida pública. Juntos, os dois desenvolveram ações ligadas ao pacifismo, enquanto Lennon ampliava a presença desses temas em sua música.

Nesse período, o artista consolidou uma imagem que ia além dos palcos e das paradas de sucesso, associando sua obra a debates sobre conflitos, liberdade e convivência.

Óculos redondos e mudanças no estilo

John Lennon também influenciou a moda ao longo da carreira. Depois da fase dos Beatles, deixou o cabelo crescer, passou a usar óculos redondos e adotou roupas mais despojadas, que se tornaram parte de sua identidade visual.

A personalidade irônica e as declarações públicas também colocaram o músico no centro de debates. Em 1966, durante uma entrevista à jornalista Maureen Cleave para o jornal britânico London Evening Standard, Lennon afirmou que os Beatles eram “mais populares que Jesus”.

A declaração provocou polêmica, especialmente entre grupos religiosos, e gerou repercussão internacional.

Assassinato interrompe a trajetória de John Lennon

Em 1980, John Lennon morreu após um ataque a tiros cometido por Mark Chapman na entrada do edifício onde morava, em Nova York. O músico tinha 40 anos.

Sua morte interrompeu uma carreira que já havia transformado a música e a cultura popular. Ainda assim, suas composições, sua trajetória com os Beatles e seu trabalho solo continuaram a alcançar novas gerações.

O legado de Lennon permanece ligado tanto à inovação musical quanto às mensagens de paz que defendeu publicamente. Sua história também carrega uma contradição: um artista que dedicou parte de sua obra à defesa da não violência teve a vida interrompida por um assassinato.

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