Taylor Swift solicita registro de voz e imagem para conter uso por inteligência artificial
Cantora apresenta pedidos de marca nos Estados Unidos e amplia medidas de proteção sobre sua identidade

Foto: Reprodução Instagram
Taylor Swift entrou com pedidos de registro de marca para proteger sua voz e aparência. As solicitações foram feitas na sexta-feira (24) pela empresa TAS Rights Management junto ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos.
Dois dos registros tratam de marcas sonoras. Nos áudios enviados, a cantora diz “Hey, it’s Taylor” e “Hey, it’s Taylor Swift”. Os trechos fazem parte de conteúdos usados na divulgação do álbum “The Life of a Showgirl”, lançados em plataformas como Spotify e Amazon Music.
Além da voz, Swift também solicitou o registro de uma marca visual. O material apresenta a artista em um palco, segurando um violão rosa e usando figurino com botas prateadas.
A imagem já apareceu anteriormente em materiais promocionais relacionados ao filme da turnê “Eras Tour”, disponível no Disney+.
Os pedidos foram identificados pelo advogado de propriedade intelectual Josh Gerben. Segundo ele, a iniciativa acompanha um movimento de artistas que buscam ampliar o controle sobre o uso de voz e imagem diante do avanço da inteligência artificial.
“Ao registrar frases específicas associadas à sua voz, Swift poderia potencialmente contestar não apenas reproduções idênticas, mas também imitações que sejam ‘confusamente semelhantes’, um padrão fundamental na lei de marcas registradas”, explicou.
Ele também destacou a abrangência do registro visual. “O mesmo vale para o registro da imagem. Se alguém criar uma versão da Taylor gerada por IA de um macacão com um violão, ou algo parecido, agora a Swift tem direito a um registro de marca federal.”
Nos últimos anos, conteúdos gerados por inteligência artificial envolvendo Taylor Swift circularam na internet, incluindo áudios, imagens e materiais atribuídos à artista sem autorização.
A iniciativa segue uma ação semelhante adotada pelo ator Matthew McConaughey, que também recorreu ao registro de marca para proteger sua voz e imagem.
Com isso, o tema ganha espaço no setor de entretenimento, à medida que artistas buscam formas de resguardar seus direitos diante do uso de novas tecnologias.