Acionistas aprovam fusão entre Warner e Paramount
Negócio bilionário reúne estúdios, streaming e TV sob um mesmo grupo e ainda passa por análise regulatória

Foto: Reuters
Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda da empresa para a Paramount, o que aproxima a conclusão de um acordo que pode alterar o setor de mídia. A proposta prevê US$ 31 por ação, totalizando US$ 81 bilhões. Com dívidas incluídas, o valor chega a cerca de US$ 111 bilhões.
Agora, o processo segue para análise de órgãos reguladores, incluindo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A expectativa da Warner é concluir a operação no terceiro trimestre fiscal.
A Paramount, controlada pela Skydance, pretende incorporar toda a Warner. Com isso, ativos como HBO Max, CNN e franquias como “Harry Potter” podem passar a integrar o mesmo grupo de marcas como CBS, “Top Gun” e Paramount+.
A fusão também uniria duas plataformas de streaming e empresas de comunicação com forte presença no mercado internacional.
Na sequência, a Paramount apresentou uma proposta direta aos acionistas. Após meses de negociações e disputa pública, a empresa aumentou a oferta e garantiu o apoio necessário para avançar.
A possível fusão gerou reações entre profissionais da indústria. Grupos de artistas e trabalhadores do setor manifestaram oposição ao acordo, apontando riscos como redução de empregos e menor diversidade de conteúdo.
No campo político, parlamentares também acompanham o caso. “O que está em jogo claramente não é apenas um acordo corporativo, mas quem controla as notícias, quem controla o entretenimento, quem controla as narrativas”, afirmou o senador Cory Booker.
Executivos defendem que a união pode ampliar o catálogo disponível ao público, especialmente se os serviços HBO Max e Paramount+ se integrarem.
Por outro lado, documentos indicam que a nova estrutura deve incluir cortes de custos, com possibilidade de demissões e ajustes em operações sobrepostas
Além disso, analistas apontam possíveis impactos no preço dos serviços e na variedade de conteúdos disponíveis no futuro.
Autoridades nos Estados Unidos e em outros países ainda avaliam o acordo. Estados americanos e órgãos internacionais acompanham o processo, enquanto questionamentos sobre influência política e concentração de mercado seguem em debate.