18 de fevereiro de 2026 - 10:14

Mocidade Independente homenageia Rita Lee no Carnaval 2026

Escola levou o enredo “Rita Lee, A Padroeira da Liberdade” para a Marquês de Sapucaí e reuniu referências à carreira e às causas defendidas pela cantora
Por Camila Pimentel - Educadora FM 90.9 • Atualizado há 10 horas

Foto: LUIZ GOMES/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a Marquês de Sapucaí, nesta segunda-feira (16), um desfile dedicado à trajetória de Rita Lee, que morreu em 2023. A escola apresentou o enredo “Rita Lee, A Padroeira da Liberdade” no Carnaval 2026 do Rio de Janeiro.

O carnavalesco Renato Lage desenvolveu o enredo e retornou à agremiação para o Carnaval 2025. Ao longo da avenida, a escola apresentou referências à música, à postura pública e às causas defendidas por Rita Lee.

No entanto, a evolução enfrentou dificuldades. Um espaço aberto entre os setores três e quatro ficou visível para os jurados e comprometeu a fluidez da apresentação.

Comissão de frente trouxe São Paulo e ditadura

A comissão de frente apresentou elementos ligados à cidade de São Paulo, com cenografia inspirada em arranha-céus. Um dos bailarinos, caracterizado como Rita Lee, conduziu um Jeep, veículo associado à história da família da cantora. Outros integrantes usaram figurinos inspirados no movimento hippie.

Durante a coreografia, uma cela com a palavra “censurada” fez referência ao período da ditadura militar. Em seguida, a estrutura se transformou em nave espacial, enquanto a personagem inspirada na artista segurava uma vassoura de bruxa.

Arco-íris, teatro e referências musicais

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos, desfilou com fantasias nas cores do arco-íris, em alusão ao apoio de Rita Lee à comunidade LGBTQIAP+.

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Foto: Leo Franco / AgNews

A atriz Mel Lisboa, que interpretou a cantora no teatro, apareceu como destaque no abre-alas. Já Lilia Cabral participou de um dos carros alegóricos e integra o projeto “Rita Lee: Balada da Louca”, monólogo que revisita os últimos anos da artista nos palcos.

Entre as alas, a escola apresentou títulos inspirados em músicas e expressões associadas à cantora, como “Ovelha Negra”, “Prisioneira”, “Toda Mulher é Meio Rita Lee”, “Miss Brasil 2000” e “Me Bebe Quente Como Um Licor”.

Alegorias destacaram empoderamento e causa animal

O quarto carro alegórico, batizado de “Não Provoque! É Cor Rosa Choque”, trouxe uma mensagem ligada ao empoderamento feminino e utilizou 12 mil pétalas de rosas vermelhas esculpidas à mão. À frente da alegoria, o humorista Diogo Defante interpretou uma marionete.

Além disso, o primeiro tripé homenageou o cachorro Orelha, representado ao lado de outros animais. Rita Lee defendia a causa animal e adotava o veganismo como prática pessoal.

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Foto: Leo Franco / AgNews

O desfile terminou com a presença de Roberto de Carvalho, viúvo da cantora, no sexto e último carro alegórico, intitulado “Lança Perfume”.

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