Roger Waters critica ação dos Estados Unidos na Venezuela
Músico publicou vídeo nas redes sociais neste sábado e defendeu a soberania venezuelana

Foto: Reprodução
O sábado (3) começou com forte repercussão no noticiário internacional. Informações sobre uma operação dos Estados Unidos na Venezuela, sob comando do presidente Donald Trump, circularam nas primeiras horas do dia. Segundo os relatos iniciais, Nicolás Maduro foi preso durante a ação.
Com a notícia ganhando espaço ao redor do mundo, artistas conhecidos por posicionamentos políticos passaram a comentar o episódio nas redes sociais.
Ainda na tarde de sábado, Roger Waters, ex-integrante do Pink Floyd, divulgou um vídeo comentando a situação. Conhecido por críticas à política externa dos Estados Unidos, o músico adotou um tom direto ao abordar o tema.
Logo na imagem de capa, Waters deixou sua mensagem explícita: “Pelo amor de Deus, a Venezuela é um país soberano. Tire as mãos, gringos.”
Ver essa foto no Instagram
No vídeo, gravado por volta das 11h da manhã, Waters afirmou que a operação representa um ato de agressão contra a Venezuela. O músico também declarou apoio ao país e citou a Revolução Bolivariana ao falar de solidariedade internacional:
“Estamos todos atordoados com esse ato selvagem de agressão do império dos Estados Unidos da América contra nossos irmãos, irmãs e camaradas na Venezuela”.
Na sequência, Waters ampliou as críticas e direcionou o recado ao governo norte-americano: “Pelo amor de Deus, cresçam. Parem de se comportar como crianças imbecis em um pátio de escola. Este é o nosso mundo, não o de vocês.”
Em outro trecho, o artista afirmou que, mesmo não sendo religioso, demonstraria apoio ao presidente venezuelano. Ele declarou que, se tivesse fé, estaria rezando por Nicolás Maduro e reforçou que pretende apoiar a Venezuela, país que considera soberano e que, segundo ele, deve ser deixado em paz.
Antes da publicação de Waters, Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine, também se manifestou. Em declaração pública, ele chamou os Estados Unidos de “país do terror”, reforçando críticas vindas do meio artístico internacional.