02 de janeiro de 2026 - 12:56

Personagens e obras clássicas entram em domínio público nos EUA

Versões iniciais de Betty Boop, Pluto e Flip, the Frog, além de livros, filmes e músicas lançados há 95 anos, passam a poder ser usados livremente
Por Camila Pimentel - Educadora FM 90.9 • Atualizado há 4 semanas

Foto: Reprodução

Desde 1º de janeiro de 2026, uma série de personagens e obras clássicas passou a integrar o domínio público nos Estados Unidos. A mudança libera o uso criativo de versões iniciais de figuras conhecidas da cultura pop, além de livros, filmes e músicas que completaram 95 anos desde a publicação original.

Entre os destaques estão a primeira versão de Betty Boop, a encarnação inicial de Pluto e o personagem Flip, the Frog, criado pelo animador Ub Iwerks.

No caso de Pluto, apenas o design original ficou livre. O personagem surgiu inicialmente com o nome Rover, o Cão, e apresentava traços mais simples do que os conhecidos hoje. Assim como ocorreu com Mickey Mouse em anos anteriores, apenas essa versão primitiva pode ser utilizada, enquanto as evoluções posteriores continuam protegidas por direitos autorais.

A estreia de Betty Boop

Betty Boop passa a integrar o domínio público a partir de sua primeira aparição no curta “Dizzy Dishes” (1930).

Nessa fase inicial, a personagem ainda não tinha forma humana: aparecia como uma cadela antropomórfica, com orelhas de poodle e nariz preto. Apesar de já apresentar características reconhecíveis, essa versão difere da imagem que se consolidaria como ícone cultural nas décadas seguintes.

Mesmo com a liberação do copyright, a marca registrada de Betty Boop permanece sob controle do Fleischer Studios. Por isso, o uso comercial da personagem segue limitado em produtos como camisetas, brinquedos e campanhas publicitárias.

Flip, the Frog e a animação fora da Disney

Outro personagem que passa a ser de uso livre é Flip, the Frog. Criado por Ub Iwerks após sua saída da Disney, Flip protagonizou curtas independentes nos anos 1930. A série apostava em um humor mais ousado e experimental, em contraste com o tom familiar de personagens como Mickey Mouse.

Livros, cinema e música também entram na lista

A entrada no domínio público em 2026 não se limita à animação. Obras literárias também se tornam livres, incluindo os quatro primeiros livros de Nancy Drew, como O Segredo do Relógio Velho, além do detetive Sam Spade, de O Falcão Maltês, e Miss Marple, personagem criada por Agatha Christie.

No cinema, títulos como Os Galhofeiros, dos Irmãos Marx, e O Anjo Azul, estrelado por Marlene Dietrich, passam a integrar o patrimônio coletivo. Filmes vencedores do Oscar de Melhor Filme, como Sem Novidade no Front e Cimarron, também entram na lista.

Na música, canções como “I Got Rhythm”, dos irmãos Gershwin, e “Georgia on My Mind” passam a poder ser reinterpretadas, gravadas e adaptadas sem restrições de direitos autorais, abrindo espaço para novas leituras dessas obras clássicas.

Ao vivo