Novo ministro da Saúde defende testagem em massa da população para Covid-19
Nelson Teich assumiu o lugar de Luiz Henrique Mandetta, que ficou 16 meses à frente do ministério.

Foto: Alan Santos
O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (16) durante sua live semanal no Facebook, que a nova diretriz do Ministério da Saúde será pela retomada gradativa do comércio e do fim do isolamento social no país, mas que a decisão cabe aos governadores e prefeitos.
Ao lado do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, Bolsonaro voltou a argumentar, durante a live, que uma quarentena “rígida” pode causar problemas irreversíveis na economia.
O novo ministro é médico oncologista, ele assume o lugar de Luiz Henrique Mandetta, que ficou 16 meses à frente da pasta. Durante a live, Teich reforçou que o foco da pasta será no mapeamento do avanço na doença do país.
Em entrevista ao jornal SBT Brasil, Teich destacou o plano de colher informações sobre a doença, discurso que adotou durante o primeiro pronunciamento como ministro na tarde de ontem, e afirmou que testes em massa não significa testar toda a população.
“O teste em massa não quer dizer que você vai testar todo mundo. Porque, se a gente fala da Coreia do Sul, por exemplo, que fez testes, ela testou menos que a Itália”, declarou.
Segundo Teich, há muita incerteza em relação a quando a doença vai passar. Para reforçar essa ideia, usou o exemplo da gripe espanhola, que teve três momentos de pico. Ele espera que, no decorrer do tempo, surjam mais testes, ou que os testes fiquem mais baratos para a população.
Questionado se substituirá todo o corpo técnico da pasta, ou se manterá nomes, Teich respondeu que pretende antes conhecer o ministério.