31 de julho de 2017 - 17:18

Orientado por defesa, Eike não colabora em depoimento

Empresário é acusado de pagar US$ 16,5 mi em propina para ex-governador do RJ
Por Lorena Silva • Atualizado há 4 semanas

O empresário Eike Batista se manteve em silêncio durante a maior parte do depoimento ao juiz Marcelo Bretas, realizado hoje (31) na sede da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Ele está preso preventivamente desde janeiro, quando foi deflagrada a operação Eficiência, um desdobramento da Calicute, braço da Lava Jato que investiga crimes de lavagem de dinheiro para ocultar US$ 100 milhões.

Questionado sobre a relação com o ex-governador do Estado Sérgio Cabral (PMDB) e suposto pagamento de propina, Eike disse que queria “colaborar com a Justiça”, mas que iria se manter em silêncio sobre o assunto por orientação de sua defesa.

Bretas o questionou sobre o grau de intimidade com o ex-governador, a quem chegou a emprestar um avião. O empresário disse ter três aeronaves e receber muitos pedidos. “É difícil você dizer não ao governador de usar o seu maquinário”, afirmou ele, antes de ser interrompido por um dos seus advogados sobre a orientação de permanecer em silêncio.

Eike é acusado de pagar US$ 16,5 milhões em propina para Cabral para conseguir vantagens para seus negócios no Rio. Além disso, teria simulado a prestação de serviços do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador.

 

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