17 de julho de 2017 - 16:56

Nos EUA, Janot defende acordo feito com executivos da JBS

Procurador-geral da República aprovou decisão criticada por grande parte dos agentes políticos
Por Lorena Silva • Atualizado há 1 mês

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu, hoje (17), os termos do acordo de delação premiada firmados com executivos da JBS, que concedeu imunidade penal aos delatores, e afirmou que, se passasse por uma situação idêntica, optaria pela concessão dos mesmos benefícios.

Janot participou da série de palestras chamada “Rule of Law” do Brazil Institute, em Washington, Estados Unidos, na manhã desta segunda-feira.

O procurador-geral, que deixa o cargo em setembro, ressaltou a validade da medida listando as seguintes iniciativas: a pessoa “entrega” no curso do cometimento do crime um presidente da República no exercício do cargo, no caso Michel Temer; um senador da República que teve 54 milhões de votos, referindo-se ao tucano Aécio Neves quando disputou a eleição presidencial de 2014; e o procurador da República “infiltrado” para repassar informações, Ângelo Goulart Villela.

Segundo Janot, esses foram os critérios que o levaram a admitir a imunidade, fato criticado por parte dos agentes políticos publicamente, inclusive pelo presidente Michel Temer.

 

Ao vivo