18 de Maio de 2017 - 15:00

Fachin autoriza inquério contra Michel Temer

O presidente será investigado pelas acusações dos irmãos Batista, da JBS.
Por Victor Fernandes • Atualizado há 1 mês

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, o STF, autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria-Geral da República, a PGR.

Com a decisão de Fachin, Temer passa formalmente à condição de investigado na Operação Lava Jato. Segundo o Supremo, a delação de Joesley e do irmão, Wesley Batista, foi homologada.

O presidente poderá ser investigado pela PGR porque os supostos crimes imputados a ele foram cometidos durante o mandato de presidente.

A DELAÇÃO DA JBS:

– Os irmãos Joesley e Wesley batista, que são os donos do grupo, fecharam delação com a Procuradoria-Geral da República, na Operação Lava Jato.

– Os irmãos contaram à PGR que gravaram o presidente Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que está preso pela Lava Jato. A comunicação social da Presidência divulgou uma nota, negando a acusação.

– Joesley Batista também entregou à PGR uma gravação de aúdio envolvendo o agora senador afastado, Aécio Neves, pedindo 2 milhões de reais, quantia que seria usada, segundo Aécio, para pagar advogados. Aécio indicou um primo para receber o dinheiro e a entrega foi filmada pela Polícia Federal. Aécio também enviou uma nota à imprensa, e se declarou ‘absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos’, e disse que a relação com Joesley Batista era estritamente pessoal.

– Os donos da JBS também indicaram que o Ex-Ministro da Fazenda dos Governos Lula e Dilma, Guido Mantega, era o contato do PT que operava os interesses da JBS. Mantega não comentou as acusações.

Além da abertura de inquérito contra Temer, o ministro Edson Fachin também afastou Aécio Neves do cargo de Senador, mas negou a prisão de Aécio.

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